São e salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias
9 jun
As atividades sanitárias curativas trazem consigo vantagens e inconvenientes. As atividades sanitárias preventivas também podem causar dano. Especialmente prejudiciais são as atividades sanitárias desnecessárias.
Para manter a confiança da população e dos pacientes nos médicos é essencial identificar os danos potenciais de nossas atividades e tentar evitálos.
Prevenir tem uma aura positiva excessiva. A prevenção pode ser perigosa quando é desnecessária, ou quando causa mais males do que aqueles que evita.
O contrato social dos médicos sempre foi referente à cura, e quanto a isso é o paciente que pede ação urgente, mesmo com riscos, na esperança de uma melhoria ou resolução. O contrato social que se refere à prevenção exige do médico a certeza dos benefícios e o fundamento científico mais sólido para evitar danos.
A prevenção não apenas tem efeitos adversos e danos diversos no plano concreto, mas também provoca danos gerais como: 1/ fomentar a “mística” da juventude eterna, 2/ mudar a causa principal de morte sem discutir suas conseqüências, 3/ aspirar a uma pornoprevenção que evite todo inconveniente, 4/ medicalização da sociedade, 5/ o paradoxo da saúde (as populações quanto mais sadias, mais insatisfeitas com a saúde), 6/ a frustração do médico enfrentado a uma tarefa impossível de prevenção sem limites, e 7/ a transferência de recursos de saúde pública para a atividade clínica e de velhos para jovens, de doentes para sãos e de pobres para ricos.
A saúde pública e a ação intersetorial perdem prestígio frente à prevenção clínica, o que prejudica toda a sociedade, uma vez que estas respostas costumam ser mais eficientes e equitativas para os problemas de saúde da população.
Convém ver a prevenção com precaução.
Para manter a confiança da população e dos pacientes nos médicos é essencial identificar os danos potenciais de nossas atividades e tentar evitálos.
Prevenir tem uma aura positiva excessiva. A prevenção pode ser perigosa quando é desnecessária, ou quando causa mais males do que aqueles que evita.
O contrato social dos médicos sempre foi referente à cura, e quanto a isso é o paciente que pede ação urgente, mesmo com riscos, na esperança de uma melhoria ou resolução. O contrato social que se refere à prevenção exige do médico a certeza dos benefícios e o fundamento científico mais sólido para evitar danos.
A prevenção não apenas tem efeitos adversos e danos diversos no plano concreto, mas também provoca danos gerais como: 1/ fomentar a “mística” da juventude eterna, 2/ mudar a causa principal de morte sem discutir suas conseqüências, 3/ aspirar a uma pornoprevenção que evite todo inconveniente, 4/ medicalização da sociedade, 5/ o paradoxo da saúde (as populações quanto mais sadias, mais insatisfeitas com a saúde), 6/ a frustração do médico enfrentado a uma tarefa impossível de prevenção sem limites, e 7/ a transferência de recursos de saúde pública para a atividade clínica e de velhos para jovens, de doentes para sãos e de pobres para ricos.
A saúde pública e a ação intersetorial perdem prestígio frente à prevenção clínica, o que prejudica toda a sociedade, uma vez que estas respostas costumam ser mais eficientes e equitativas para os problemas de saúde da população.
Convém ver a prevenção com precaução.
- São e salvo. E livre de intervenções médicas desnecessárias. Gérvas J, Pérez-Fernández M. Artmed, Porto Alegre, 2016. Descarregue aqui o livro completo.




